Adélia Prado – Escritora e poeta brasileira, conhecida por sua poesia lírica que explora a espiritualidade e a vida cotidiana.
Mariana Enriquez – Poetisa e escritora argentina, cujos trabalhos frequentemente exploram temas de terror, desigualdade e a vida urbana.
Lígia Ramos – Poeta brasileira que mescla elementos da oralidade com a escrita, trazendo um olhar único sobre a vida e a cultura contemporânea.
Ocean Vuong – Poeta e romancista vietnamita-americano, vencedor de vários prêmios, conhecido por sua poesia sensível que aborda temas de identidade, amor e perda.
Rupi Kaur – Poetisa, ilustradora e ativista indo-canadense, famosa por sua poesia breve e impactante, que aborda amor, feminismo e trauma.
Esses poetas oferecem uma diversidade de estilos e temas, refletindo a riqueza da poesia contemporânea.
A Copa do Mundo de Futebol foi idealizada pelo francês Jules Rimet e organizada pela FIFA em 1930. A primeira edição ocorreu no Uruguai, que também se sagrou o primeiro campeão. Desde então, o torneio evoluiu de um evento modesto para um fenômeno global, realizado a cada quatro anos. [1, 2, 3]
Como Tudo Começou (1900-1930)
O futebol foi introduzido nos Jogos Olímpicos no início do século XX. No entanto, com o esporte crescendo em popularidade e profissionalismo, a FIFA sentiu a necessidade de criar uma competição exclusiva. O sucesso dos torneios olímpicos de 1924 e 1928, ambos vencidos pelo Uruguai, convenceu a entidade a criar a Copa do Mundo. [1, 2, 3]
A primeira edição, em 1930, teve o Uruguai como sede. Devido às longas viagens de navio, participaram apenas 13 seleções. O Uruguai venceu a Argentina por 4 a 2 na final, tornando-se o primeiro campeão mundial. [1, 2, 3, 4]
As Primeiras Décadas e a Segunda Guerra (1934-1950)
A competição foi interrompida nos anos 1940 devido à Segunda Guerra Mundial. [1]
1934 e 1938: A Itália conquistou o bicampeonato antes da paralisação.
1950: O torneio voltou a ser realizado no Brasil, que construiu o estádio do Maracanã para o evento. O Uruguai chocou os anfitriões ao vencer a final por 2 a 1, no episódio conhecido como “Maracanazo”. [1, 2, 3]
A Era de Ouro e o Reinado do Brasil (1954-1970)
O Brasil consolidou seu protagonismo nesta era, liderado por Pelé, considerado um dos maiores jogadores da história do esporte. [1, 2, 3]
1958 e 1962: O Brasil conquistou seus dois primeiros títulos na Suécia e no Chile, respectivamente.
1966: A Inglaterra, país criador do futebol, sediou e venceu o torneio pela única vez.
1970: No México, o Brasil conquistou o tricampeonato, apresentando um futebol lendário. [1, 2]
A Era Moderna e a Globalização (1974-2022)
Nas décadas seguintes, o torneio expandiu o número de participantes e se tornou o maior evento esportivo do planeta, com forte impacto econômico e de mídia. [1]
O formato de 16 seleções cresceu para 24 em 1982 e chegou a 32 em 1998.
O Brasil garantiu seu tetracampeonato em 1994 (nos Estados Unidos) e o pentacampeonato em 2002 (na Coreia do Sul e no Japão).
A Alemanha e a Itália se consolidaram como grandes forças históricas, cada uma alcançando a marca de quatro títulos mundiais. [1, 2, 3, 4, 5]
Para ver um resumo visual com lances históricos de várias edições da Copa do Mund
Hoje eu aprendi que sentimentos sombrios são como um um Rio que corre rápido pro mar, nao adianta lutar contra a correnteza querendo se livrar deles aoenas os deixe ir que se perdem na rapidez das águas
A Copa do Mundo, organizada pela FIFA, nasceu em 1928 através do sonho do dirigente francês Jules Rimet. A primeira edição ocorreu em 1930, no Uruguai, reunindo apenas 13 seleções que viajaram semanas de navio. Desde então, o torneio evoluiu de um evento modesto para o maior fenômeno esportivo do planeta. YouTube·Educação Física – Prof. José Henrique +4
Origens e Primeiros Anos
Antes da criação do torneio, o futebol era disputado nos Jogos Olímpicos, com a FIFA reconhecendo as edições de 1924 e 1928 como campeonatos mundiais amadores, ambas vencidas pelo Uruguai. Para criar uma competição profissional exclusiva e aproximar as nações traumatizadas pela Primeira Guerra Mundial, a instituição oficializou a primeira Copa do Mundo. O Uruguai foi escolhido por celebrar o centenário de sua independência e por ser bicampeão olímpico, consagrando-se também como o primeiro campeão mundial ao derrotar a Argentina na final
. YouTube·Euro Fut +2
Nas décadas de 1930 e 1940, o torneio sofreu com questões geopolíticas e logísticas. As Copas de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial. YouTube·Educação Física – Prof. José Henrique
A Era de Ouro e o Reinado Brasileiro
O torneio retornou em 1950 no Brasil, que construiu o estádio do Maracanã. O evento ficou marcado pelo “Maracanazo”, quando o Uruguai superou os donos da casa na final. Nas edições seguintes, o Brasil se consolidou como potência: YouTube·Euro Fut +1
1958 (Suécia): Consagrou Pelé, então com apenas 17 anos, e rendeu o primeiro título brasileiro.
1962 (Chile): O Brasil garantiu o bicampeonato mesmo com a lesão de Pelé, liderado por Garrincha.
1970 (México): O Brasil venceu a Itália e conquistou o tricampeonato em definitivo com uma das maiores equipes da história do esporte. YouTube·Euro Fut +3
Expansão Global e os Campeões
A partir da década de 1980, a FIFA começou a expandir o número de participantes para dar espaço a mais nações da África, Ásia e Américas. O torneio passou de 16 para 24 seleções em 1982, e depois para 32 equipes em 1998. YouTube·Educação Física – Prof. José Henrique +1
Ao longo das décadas, o domínio sul-americano passou a ser intercalado pelas potências europeias. Nações como Alemanha e Itália acumularam conquistas históricas, e países como Argentina, França, Inglaterra e Espanha também ergueram a taça mais cobiçada do futebol.
O Formato Atual
A competição é realizada a cada quatro anos e consolidou-se como o evento televisivo mais assistido do mundo. Atualmente, o torneio conta com a participação de 48 seleções, marcando uma nova era de inclusão global no esporte. Mundo Educação
Para quem quer relembrar ou conhecer os momentos mais marcantes e os gols mais icônicos de todas as Copas do Mundo, desde a era Jules Rimet até os dias de ho
Conceição Evaristo é uma importante escritora brasileira. Seus contos, romances, poesias e ensaios tratam de questões ligadas à ancestralidade e afrobrasilidade.
Nascida em Belo Horizonte (MG), em 1946, Conceição veio de uma família humilde e trabalhou como empregada doméstica até 1971. Dois anos depois se muda para o Rio de Janeiro, onde se forma em Letras pela UFRJ.
Em 1996 se torna mestra em Literatura pela PUC/RJ com a dissertação Literatura Negra: uma poética da nossa afro-brasilidade. Em 2011 conclui doutorado na UFF com a tese Poemas Malungos – Cânticos Irmãos.
Ingressa na cena literária a partir do anos 90, quando passa a publicar seus textos na série Cadernos Negros, publicação do Grupo Quilombhoje.
Além de escritora, Conceição também atuou como docente em Universidades e instituições no Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Poemas da recordação e outros movimentos. (2008) – Poesia.
Insubmissas lágrimas de mulheres. (2011) – Contos.
Olhos d’água. (2014) – Contos.
Histórias de leves enganos e parecenças. (2016) – Contos e novela.
Canção para ninar menino grande. (2018) – Novela.
Importância de sua obra e principais temas
A importância da literatura de Conceição Evaristo se dá na medida em assume uma postura crítica e sensível em relação à história do povo negro no Brasil. Tal posicionamento já se revela em seu romance de estreia e livro mais célebre, Ponciá Vicêncio.
Sua escrita tem grande relevância para a formação cultural brasileira e a levou a receber o título de Personalidade Literária do Ano pelo Prêmio Jabuti, em 2019.
Os temas que aborda têm relação com suas experiências de vida, pois aprofundam reflexões sobre discriminação racial e desigualdades de classe e de gênero, trazendo um retrato contundente de grande parte da população brasileira.
Por conta disso, Conceição criou o termo “escrevivência” para definir essa escrita que surge do dia a dia, dos acontecimentos comuns do cotidiano, carregados de memórias pessoais e coletivas de seu povo.
Da menina a pipa e a bola da vez e quando a sua íntima pele, macia seda, brincava no céu descoberto da rua um barbante áspero, másculo cerol, cruel rompeu a tênue linha da pipa-borboleta da menina.
E quando o papel seda esgarçada da menina estilhaçou-se entre as pedras da calçada a menina rolou entre a dor e o abandono.
E depois, sempre dilacerada, a menina expulsou de si uma boneca ensangüentada que afundou num banheiro público qualquer.
A nossa escrevivência não pode ser lida como história de ninar os da casa-grande, e sim para incomodá-los em seus sonos injustos.
O imaginário brasileiro, pelo racismo, não concebe reconhecer que as mulheres negras são intelectuais.
Gosto de dizer ainda que a escrita é para mim o movimento de dança-canto que o meu corpo não executou, é a senha pela qual eu acesso o mundo.
A noite não adormece nos olhos das mulheres
A noite não adormece nos olhos das mulheres a lua fêmea, semelhante nossa, em vigília atenta vigia a nossa memória.
A noite não adormece nos olhos das mulheres, há mais olhos que sono onde lágrimas suspensas virgulam o lapso de nossas molhadas lembranças.
A noite não adormece nos olhos das mulheres vaginas abertas retêm e expulsam a vida donde Ainás, Nzingas, Ngambeles e outras meninas luas afastam delas e de nós os nossos cálices de lágrimas.
A noite não adormecerá jamais nos olhos das fêmeas pois do nosso sangue-mulher de nosso líquido lembradiço em cada gota que jorra um fio invisível e tônico pacientemente cose a rede de nossa milenar resistência.