Vamos nos unir já

1 de novembro de 2021 Off Por Pedro Taunay Graça Couto

eres mundiais:
“Traição”.

É assim que os jovens de todo o mundo descrevem o fracasso dos nossos governos em reduzir as emissões de carbono. E não é surpresa nenhuma.

Estamos catastroficamente longe da meta decisiva de limitar o aquecimento global a 1,5°C, e ainda assim governos de todo o mundo continuam a intensificar a crise, gastando bilhões de dólares em combustíveis fósseis.

Não é mais um cenário hipotético. A Terra está em situação de emergência. Milhões vão sofrer à medida que nosso planeta for devastado — um futuro aterrador que será consequência das escolhas que vocês fizerem, ou que poderá ser evitado por elas. Vocês têm o poder de decidir.

Como cidadãos do mundo, exigimos que encarem a emergência climática. Não no ano que vem. Não no mês que vem. Agora:
Mantenham a importante meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C, com reduções imediatas, drásticas e anuais das emissões de carbono, como o mundo nunca antes viu.
Encerrem imediatamente todos os investimentos em combustíveis fósseis, subsídios e novos projetos e impeçam novas operações de exploração e extração.
Parem com a contabilidade “criativa” de emissões de carbono, publicando o total de emissões, incluindo todos os índices de consumo, cadeias de abastecimento, transportes aéreos e marítimos internacionais e a queima de biomassa.
Entreguem os 100 bilhões de dólares prometidos aos países mais vulneráveis, com recursos adicionais para desastres climáticos.
Estabeleçam políticas climáticas que protejam os trabalhadores e os mais vulneráveis e reduzam todas as formas de desigualdade.
É preciso apenas um líder inspirador para fazer a diferença. A mudança climática é uma oportunidade de ouro para transformar radicalmente nossas sociedades de uma vez por todas. É também uma oportunidade para lideranças determinadas e visionárias. Será necessária muita coragem — mas saibam que, ao se posicionarem, bilhões de pessoas estarão com vocês.

Atenciosamente,

Greta, da Suécia, Vanessa, de Uganda, Dominika, da Polônia, e Mitzi, das Filipinas